Sou Psicóloga Clínica dentro da abordagem junguiana há quase 40 anos e Terapeuta de Sandplay há mais de 30 anos. Atualmente sou candidata a   Analista Junguiana no ICGJMG – Instituto Carl Gustav Jung de Minas Gerais que é filiado à AJB – Associação Junguiana do Brasil, que por sua vez é filiado à IAAP – Internacional Association of Analytical Psychology.

Fiz minha formação em Sandplay em São Paulo, pela Casa do Psicólogo, com Aicil Franco na década de 1990, Ela havia feito a formação dela na Suíça com Dora Kalff, que deu origem a esse método. Organizou o primeiro curso de sandplay estruturado no Brasil, do qual derivou o PROTEJA (grupo de estudo e pesquisa em sandplay), que por sua vez promoveu a primeira visita de Ruth Ammann, renomada terapeuta de sandplay da ISST (International Society for Sandplay Therapy). A partir de então, o interesse nesse método que combina o uso de areia e miniaturas foi crescente. A essa altura, já havia um grupo de terapeutas junguianos que se dedicava aos estudos do sandplay na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA), na Associação Junguiana do Brasil (AJB) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Diante desse interesse comum, no ano de 2002, Fátima Gambini passou a coordenar o Grupo Cooperativo que congregou os terapeutas interessados, independentemente da instituição original de sua formação junguiana, do qual eu fiz parte. O Grupo Cooperativo promoveu estudos teóricos e discussões vivenciais de sandplay por vários anos, e em várias ocasiões convidou terapeutas da ISST para ministrar seminários, workshops e supervisões no Brasil. 

Desde 2001 eu trabalho em consultório atendendo adolescentes, adultos e casais usando a caixa de areia quando ela se faz necessária. Coordeno grupos terapêuticos, dou supervisão clínica para profissionais da psicologia, grupos de estudos em Sandplay e ministro aulas nos cursos de formação e pós graduação junguiana.

A Psicologia Junguiana, procura trabalhar, entre outros aspectos, a nossa diversidade enquanto  pessoa e sua relação com a coletividade. Tornar-se quem se é, encontrar o seu caminho e dar sentido à sua vida, entendendo que as respostas a esses questionamentos estão dentro de cada um de nós. Fazer um processo terapêutico pode ser uma escolha necessária em um momento da vida em que estamos perdidos, angustiados, adoecidos e necessitamos de um olhar profissional para lidar nesses momentos. Onde nossa vida parece ter perdido o rumo.

Existe uma queixa, uma demanda que faz com que busquemos um Psicólogo. Mas também existem pessoas que gostam de fazer processos terapêuticos de forma constante para estar sempre refletindo e aprofundando-se no seu autoconhecimento. Por um motivo ou por outro, ter uma mente saudável é garantia de boas escolhas na vida e bons resultados. Todos nós precisamos olhar para as nossas vidas e cuidar das nossas dores, feridas, para que tenhamos mais consciência dos nossos atos e melhores respostas à tantas demandas.

Fica aqui  o convite para quem quiser  seguir por este caminho. Contem comigo na sua jornada.

"Eu não sou o que me aconteceu. Eu sou o que escolho me tornar."

Carl Gustav Jung